Dois deputados federais podem pagar Anel Viário e Via Rápida!
Todo cidadão-eleitor-pagador-de-impostos deve saber que cada deputado federal pode encaminhar até R$ 5 milhões por ano de "emendas individuais" ao Orçamento da União. E são emendas "quentes". Destas, o dinheiro sai. Normalmente, os deputados distribuem nos municípios das suas bases, entre prefeituras e entidades. Mas isso é até hoje. A partir do Orçamento de 2010, no entanto, este valor ainda sobe. Vai passar, por deputado, para R$ 12 milhões. Todos os deputados, de oposição ou situação, podem encaminhar este valor total em emendas individuais. É direito assegurado. E o valor não baixa. Só sobe. De R$ 12 milhões, só para mais, nunca para menos. Isto quer dizer que cada deputado federal vai poder repassar, a partir de 2010, durante todo o mandato (quatro anos), pelo menos R$ 48 milhões. Dois deputados, R$ 96 milhões. Dinheiro suficiente para fazer a segunda parte do Anel de Contorno Viário de Criciúma (da Avenida Universitária até a SC-446) e mais a Via Rápida, ou a Leste-Oeste. É só concentrar todo o dinheiro das emendas para estas obras, durante todo o mandato. Numa articulação bem-feita, os deputados federais eleitos pela região devem ser convencidos a concentrar os recursos em obras deste tipo, que são estruturais e tem importância regional. Entidades com reconhecido poder de influência e crédito junto aos políticos podem liderar este processo. Acic, CDL, Fórum de entidades. O melhor momento é 2010, época de campanha, quando os candidatos se apresentam e podem ser levados a assumir compromissos. Seria uma inversão da ordem. Mas também seria o início de um caminho novo para resolver velhos problemas encalhados em gabinetes oficiais.
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ESTA OPINIÃO do jornalista e meu ex-repórter na TV Eldorado (1979/1982), nos leva a transportar para cá, para o Porto de Itajaí, uma tese igual. Se é mesmo essa grana toda e o Porto de Itajaí tem uma importância vital, reconhecida, para a economia regional, de Itajaí e de Santa Catarina, por que nossos parlamentares não produzem esse tipo de operação? Seria, na prática, a salvação da lavoura sem depender de palavrórios e promessas sucessivas descumpridas. Que tal?

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