domingo, 8 de novembro de 2009

Conchavos balneares

No encontro político armado pelo prefeito Piriquito em Balneário Camboriú, sábado passado, trazendo para a cidade toda a cúpula estadual do PMDB, muitos prefeitos, vereadores, diretórios, deputados federais, estaduais, os ex-governadores Paulo Afonso e Casildo Maldaner e o senador Neuto de Conto, o motivo principal foi a inauguração de um busto de Ulysses Guimarães.

Ainda que Ulysses tenha méritos póstumos inegáveis, não seria para tanto. Piriquito desejou, e conseguiu, mostrar força e poder partidário e político.

Os bastidores, porém, foram consumidos em apelos emocionados de correligionários para que Luiz Henrique não transmita o governo a Leonel Pavan em janeiro. No mínimo isto. Na verdade, o que muitos peemedebistas defendem é que Luiz Henrique deixa de lado essa história de Tríplice Aliança eclética e se fixe numa candidatura própria do PMDB. Ou que, suprassumo das impossibilidades, que ele abra mão de sua candidatura ao Senado e chefie a campanha para o partido, permanecendo no cargo de governador.

É evidente que a maioria dos apelos partiu de peemedebistas de Balneário Camboriú e região, mas também de outras regiões, sendo o mais enfático deles o ex-governador Paulo Afonso. Não nos apelos a Luiz Henrique, que os dois não se enquadram muito bem, mas na articulação partidária. Paulo Afonso é forte aliado de Eduardo e defensor intransigente da candidatura em chapa pura.

Aqui nem poderá ser diferente. Perder eleição não horroriza tanto o PMDB quanto perder para Leonel Pavan.

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