sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Prevenção a catástrofes e a marcha lenta
O governador Luiz Henrique e o vice-governador Leonel Pavan assinaram nesta quinta-feira (5) um acordo de cooperação técnica com a Jica (Agência Japonesa de Cooperação Internacional) — para a elaboração de um plano diretor que vai definir as obras necessárias à prevenção de desastres naturais no Estado. A cerimônia contou com a presença dos técnicos da agência internacional, autoridades estaduais e municipais, representantes da Defesa Civil Estadual.
Há mais de uma semana os técnicos da missão japonesa, liderada por Nagata Kenji, visitam os municípios atingidos pelas catástrofes registradas em novembro do ano passado para recolher informações. Segundo o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), professor Antonio Diomário de Queiroz, o Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres será um plano conceitual para definir as políticas a serem desenvolvidas na região com um direcionamento estratégico de médio e longo prazo.
Durante a reunião, Nagata Kenji reiterou o compromisso da Jica em contribuir para a elaboração de um plano de ações de prevenção na região do Vale do Itajaí. Ele manifestou suas condolências pelos quase 140 mortos pelas catástrofes registradas no Estado no ano passado. Kenji lembrou que as enchentes de 1983 motivaram um acordo entre a Jica e o Governo do Estado.
"Infelizmente aquele acordo não concretizou financiamentos. O mundo mudou e aumentou a conscientização ambiental para elaborar um plano de prevenção", disse, observando que durante as reuniões com técnicos e autoridades dos municípios atingidos estão colhendo informações para as medidas a serem sugeridas no plano ser elaborado nos próximos dois anos. "Tem que ser algo voltado para o ser humano", observou ele.
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O NOSSO GRANDE E ETERNO problema é que o governo de Santa Catarina é um contumaz "marcha lenta" na implementação de medidas dessa natureza e de qualquer natureza.
Tudo isso já foi pensado, sugerido e apresentado em projetos apresentados ao longo do tempo por técnicos daqui mesmo e olimpicamente ignorados.
As prevenções de desastres poderiam ter sido executadas ao longo de tantos anos de sofrimentos, inundações, vendavais, secas.
Tivemos tempo suficiente para isso. O que não tivemos foi competência e vontade política.
Fico imaginando se não teremos novas e maiores decepções e se não estamos é empatando o tempo e a boa vontade dos japoneses.
Há mais de uma semana os técnicos da missão japonesa, liderada por Nagata Kenji, visitam os municípios atingidos pelas catástrofes registradas em novembro do ano passado para recolher informações. Segundo o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), professor Antonio Diomário de Queiroz, o Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres será um plano conceitual para definir as políticas a serem desenvolvidas na região com um direcionamento estratégico de médio e longo prazo.
Durante a reunião, Nagata Kenji reiterou o compromisso da Jica em contribuir para a elaboração de um plano de ações de prevenção na região do Vale do Itajaí. Ele manifestou suas condolências pelos quase 140 mortos pelas catástrofes registradas no Estado no ano passado. Kenji lembrou que as enchentes de 1983 motivaram um acordo entre a Jica e o Governo do Estado.
"Infelizmente aquele acordo não concretizou financiamentos. O mundo mudou e aumentou a conscientização ambiental para elaborar um plano de prevenção", disse, observando que durante as reuniões com técnicos e autoridades dos municípios atingidos estão colhendo informações para as medidas a serem sugeridas no plano ser elaborado nos próximos dois anos. "Tem que ser algo voltado para o ser humano", observou ele.
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O NOSSO GRANDE E ETERNO problema é que o governo de Santa Catarina é um contumaz "marcha lenta" na implementação de medidas dessa natureza e de qualquer natureza.
Tudo isso já foi pensado, sugerido e apresentado em projetos apresentados ao longo do tempo por técnicos daqui mesmo e olimpicamente ignorados.
As prevenções de desastres poderiam ter sido executadas ao longo de tantos anos de sofrimentos, inundações, vendavais, secas.
Tivemos tempo suficiente para isso. O que não tivemos foi competência e vontade política.
Fico imaginando se não teremos novas e maiores decepções e se não estamos é empatando o tempo e a boa vontade dos japoneses.
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