Leio que voltam à baila as 125 aposentadorias da Assembleia Legislativa, ocorridas só em 1982. Todas por cardiopatia grave, o maior "surto" do mundo, em todos os tempos. A matéria, do DC, aborda alguns aspectos, mas eu sugiro olhar bem o nome dos médicos que assinaram os atestados que deram origem às aposentadorias e de que região eram muitas pessoas aposentadas. Ficarão surpresos.
(MATÉRIA AQUI)
Vivi bem de perto aquele episódio, pois o denunciei na imprensa e muito falei sobre ele com o saudoso advogado Acácio Bernardes, que patrocinou a causa-denúncia, afinal arquivada.
Mutretas legalizadas por leis e ações administrativas, no passado ou no presente, causam toda espécie de avaliações. O pessoal envolvido, regra geral, costuma condenar os semelhantes por outras razões, ou razões até iguais, mas esconde suas mazelas com um capricho de admirar.
Mesmo na Assembleia, há o caso dos procuradores nomeados sem concurso, com salários que chegam a R$ 36 mil; ou o caso dos aposentados por invalidez na Assembleia que continuam trabalhando na iniciativa privada, motivo bastante para anular as aposentadorias; no Tribunal de Contas, numa época pouco além de 1982, procuradores da Fazenda junto ao órgão foram indicados por políticos ou por politicagens, também sem concurso público e hoje estão aposentados com salários milionários (caso que também denunciei e, até, fui um dos litisconsortes na tentativa de anular o ato na Justiça). Neste caso, absurdo dos absurdos, há até gente que sequer o curso secundário terminou.
Chegando mais pra cá, podemos buscar as agregações salariais de Balneário Camboriú, afinal derrubadas, mas que beneficiaram com salários milionários muitos servidores de funções com piso mínimo - alguns faturando mensalmente vencimentos que vão de R$ 4.000,00 e, dizem, até R$ 10.000,00 ou R$ 15.000,00. Se é verdade, não sei. Sei que requeri, em novembro do ano passado, sob protocolo, a relação dos beneficiados, mas até hoje não consegui resposta.
A coincidência que quero verificar, neste caso dos salários agregados, é se, como dizem à boca pequena, os beneficiados com salários agregados são, em esmagadora maioria, parentes (consanguíneos ou afins), ou correligionários partidários de governos anteriores. Só eles, ninguém do "baixo clero".
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