quinta-feira, 9 de junho de 2011

Propinas por licenças ambientais

Em ação conjunta entre a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e Polícia Federal, um técnico da instituição foi preso em flagrante nesta quinta-feira (9), por suposto pedido de propina para a liberação de licença ambiental para uma empresa. As ações do servidor vinham sendo acompanhadas pela diretoria da Fatma, que solicitou apoio da Polícia Federal. “A empresa nunca teve a intenção de pagar qualquer valor, mas aceitou colaborar para que a Polícia pudesse agir com eficiência”, esclarece o presidente da Fatma, Murilo Flores. Após receber o dinheiro solicitado, o servidor foi detido imediatamente.
A Polícia Federal já possuía gravações feitas pelo representante da empresa, que junto com o ato da entrega do dinheiro, servirão de provas no inquérito que será aberto na PF. A Fatma também vai abrir um processo administrativo disciplinar. “As poucas pessoas que usam a Fatma para benefícios pessoais escusos não podem manchar o nome da organização. Temos que identificá-las e tomar as providências, como nesse caso. Mas para isso precisamos do apoio daqueles que sofrem com o comportamento inadequado do servidor”, alerta o presidente.
Murilo Flores reafirmou que a opção de perfil de organização que a Fatma assume é a de conduta adequada e séria, conforme devem ser os órgãos públicos. “As organizações sérias tomam as medidas necessárias para que os suspeitos sejam investigados e, se comprovado, as medidas administrativas cabíveis devem ser aplicadas.”

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A SABER:

1) Operava sozinho?
2) Agia desde quando?
3) Quem foi beneficiado até agora?

As perguntas são óbvias e, pela lógica, haverão de saber. Se existia suspeita e investigação, é porque havia precedentes.

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