sábado, 20 de agosto de 2011

Método infalível pra demitir servidores-fantasmas

A propósito da auditoria que o presidente da Assembleia, deputado Gelson Merísio, encomendou pra avaliar quantos funcionários fantasmas tem a Casa do Povo catarinense - e tem - há uma solução prática e interessante, ensinada pelo ex-prefeito de São José, Germano Vieira. Ao assumir seu segundo mandato como prefeito da cidade-natal de meu pai, viu que havia uma legião imensa de apaniguados pendurados em funções comissionadas da prefeitura. Todos jogados lá dentro pelo prefeito anterior, com aval de deputados e outros políticos de menor porte.

O que fazer? Simples: Germano mandou que todos os pagamentos fossem feitos, no primeiro mês, em seu gabinete. Ele mesmo os pagaria, um a um. E a cada funcionário que aparecia, ele, simplório e nada burro (simplório era, burro jamais), perguntava: "Onde você trabalha? Quem é teu chefe? O que você faz? Quem são teus colegas de trabalho? É datilógrafo (se sim, ele mandava ir na máquina e datilografar pra ele ver...)? Você mora onde? Quem aqui na prefeitura te conhece?

Se, depois disso, restasse dúvidas, Germano fazia uma segunda bateria, afinando os critérios. E só então pagava e aquele funcionário ficava seguro da função.

Perguntei, na época, ao Germano: "E qual o resultado?"

"Bem" - disse ele - "só no convite pra receber comigo, uns 100 já nem apareceram e se foram. Demiti. Outros 50 "rodaram" no teste das perguntas. Demiti. Nem precisei usar a força da autoridade pra decidir".

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