domingo, 28 de agosto de 2011

Noite de Balneário Camboriú, o resgate necessário

Conversa com várias pessoas, desde Anésio Fenner, passando por Miro Teixeira e Auri Pavoni, há uma unanimidade: há que se recuperar o potencial da noite de Balneário Camboriú, comprometido em grande parte pela alteração no zoneamento da Barra Sul, território das melhores casas noturnas da cidade e do Estado. A cidade ficou sem maiores referenciais. Lá se foi o Ibiza. Lá se foi o Baturité.
Houve, no passado recente, discussões e estudos para se definir uma área para casas noturnas. Do lado de lá da Via Gastronômica, à margem do Rio Camboriú; ou nos caminhos da Interpraias. Teria que ser um território especial, onde nada e nem ninguém fosse enquadrado como invasor ou causador de distúrbios ao sossego alheio.
Só faltava querer acabar com a musicalidade dos nossos bares, a reserva que restou à cidade para manter sua tradição noturna. Isso já estão tentando, com a vedação aos músicos, proibindo simples acústicos - sons que mais acalmam do que enervam aqueles que desejam descanso.
No rastro dessas preocupações com o resgate da noite da cidade, os comentários também giram em torno do fechamento de hotéis, substituídos por projetos imobiliários. Faltaria incentivo aos hotéis, temos leitos em demasia, há carência de qualidade ou apenas estamos à espera da quebra da sazonalidade, com a implantação, por exemplo, de um Centro de Eventos para movimentar as estiagens turísticas?
Sabe-se que há propostas e ideias a respeito. Que precisam sair da teoria para a prática. E com urgência.

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